segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Avaliação parcial da disciplina

Prezados e prezadas,

Ao chegarmos na metade do semestre cabe além da avaliação intermediária de praxe, a qual vocês foram submetidos, um momento também de avaliação da disciplina de Farmácia Clínica com o intuito de identificar os pontos fortes e positivos do planejamento didático, como também as dificuldades e limitações no desenvolvimento das nossas atividades.
Deste modo solicitamos a colaboração de cada um de vocês, utilizando este espaço para avaliar o seu desempenho e as atividades realizadas até aqui.
Atenção você não precisa se identificar para responder as questões abaixo ok!
Sua opinião é muito valiosa, obrigado!
WBS
  1. Em relação ao conteúdo abordado até o momento na disciplina você encontrou alguma dificuldade? Qual?
  2. O que você acha da metodologia das aulas até o momento?
  3. Como você classificaria o seu desempenho na disciplina? (muito bom, bom, regular, fraco, muito fraco). Justifique a sua resposta
  4. Quais os aspectos mais interessantes ou positivos que você destacaria nesta disciplina até o momento? Justifique
  5. Quais os aspectos menos interessantes ou os pontos fracos (que precisariam ser melhorados ou modificados) nesta disciplina? Justifique
  6. Como você classificaria sua relação com os colegas da disciplina? Você acha que isto interfere no seu aprendizado? Se sim, de que forma?
  7. Como você classificaria sua relação com o professor da disciplina? Você acha que isto interfere no seu aprendizado? Se sim, de que forma?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Reconciliação de medicamentos

A reconciliação de medicamentos (ou reconciliação medicamentosa) consiste em uma das ações do Farmacêutico Clínico para identificar e corrigir falhas, inconsistências e problemas no sistema de medicação, prevenindo erros e eventos adversos, mas também colaborando para a adesão do paciente.
Na nossa aula desta semana vocês puderam entender qual o significado desta atividade, bem como na aula prática tiveram a oportunidade de perceber as dificuldades, assim como possibilidades para a implantação da reconciliação em um ambiente hospitalar com as características do nosso HU.
O quê vocês acharam da atividade? O quê é a reconciliação para vocês? Quais estratégias vocês utilizariam, a partir da prática realizada para implantar o processo de reconciliação no HU?
Comentem
Um sugestão de link: Guia de Consulta Rápida para Reconciliação de Medicamentos para Pacientes da University Health Network http://www.uhn.ca/Patients_&_Visitors/health_info/topics/documents/Core_Clinical_Services/Pharmacy/D5582C_Med_Reconciliation_Port.pdf
A seguir também sugiro a leitura do encarte sobre Erros de Medicação publicado pelo CFF que resume aquilo que abordamos até agora sobre Segurança do Paciente.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Prática sobre Erros de Medicação


TUTORIAL SOBRE SEGURANÇA DO PACIENTE E ERROS DE MEDICAÇÃO 

Atenção prezados alunos, analisem os casos descritos a seguir, relacionando-os com os trechos de suas respectivas prescrições:

Caso 1
Paciente S.M.S., 23 anos, solteira, branca
HDA: diagnóstico de hipertrofia congênita do ventrículo esquerdo
Internada na unidade de cardiologia do Hospital, histórico de alergia à dipirona
Prescrição
Fonte: NÉRI (2004)

  1. Há algum problema nesta prescrição?
(   ) SIM          (   ) NÃO
  1. Se sua resposta for SIM, qual(is) problema(s) você identificou? (Justifique)
  2. Comente sobre as possibilidades de intervenção para resolução do problema
Caso 2
Paciente, 65 anos, sexo masculino, pardo
Diagnóstico: Diabetes mellitus tipo II + dor óssea à esclarecer
Prescrição
Fonte: NÉRI (2004)

  1. Há algum problema nesta prescrição?
(   ) SIM          (   ) NÃO
  1. Se sua resposta for SIM, qual(is) problema(s) você identificou? (Justifique)
  2. Comente sobre as possibilidades de intervenção para resolução do problema
Caso 3
Paciente, 14 anos
Diagnóstico: síndrome parkinsoniana? + discinesia
Prescrição
Fonte: NÉRI (2004)

  1. Há algum problema nesta prescrição?
(   ) SIM          (   ) NÃO
  1. Se sua resposta for SIM, qual(is) problema(s) você identificou? (Justifique)
  2. Comente sobre as possibilidades de intervenção para resolução do problema

Para a atividade abaixo os alunos serão divididos em pequenos grupos (5 a 6 alunos)
  1. A partir da observação do processo de distribuição de medicamentos do serviço de Farmácia, elabore um fluxograma operacional do sistema de medicação dos pacientes atendidos na Clínica Médica II
  2. Identifique os pontos onde podem ocorrer falhas ou erros neste processo
  3. Identifique os pontos críticos e os tipos de erros potenciais
  4. Elencar as possíveis causas e conseqüências

Referências
NÉRI, EDR. Determinação do perfil de erros de prescrição de medicamentos em um hospital universitário, 2004. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem. Universidade Federal do Ceará. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas). Disponível em: http://www.ismp-brasil.org/new/publicacoes/tese.php?pubId=20
WARHOLAK TL, QUEIRUGA C, ROUSH R, PHAN H. Medication Error Identification Rates by Pharmacy, Medical, and Nursing Students. American Journal of Pharmaceutical Education 2011; 75 (2) Article 24
SILVA, AEBC. Análise de risco do processo de administração de medicamentos por via intravenosa em pacientes de um Hospital Universitário de Goiás, 2008. Escola de enfermagem de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Tese (Doutorado em Enfermagem). Disponível em: http://www.ismp-brasil.org/new/publicacoes/tese.php?pubId=4

domingo, 18 de setembro de 2011

Segurança do Paciente e erros de medicação: a culpa é de quem?

O tema das nossas últimas aulas foi focado nos erros de medicação. Sobre este assunto recomendo a leitura dos artigos recomendados no plano de aula:

Lyra Júnior DP et al. Erro medicamentoso em cuidados de saúde primários e secundários: dimensão, causas e estratégias de prevenção. Rev Port Saúde Pública, 2010; Vol Temat(10) :40-6. Disponível em: http://www.ensp.unl.pt/dispositivos-de-apoio/cdi/cdi/sector-de-publicacoes/revista/2010/pdf/volume-tematico-seguranca-do-doente/5-Erro%20medicamentoso%20em%20cuidados%20de%20saude%20primarios%20e%20secundarios.pdf
Carneiro AV. O erro clínico, os efeitos adversos terapêuticos e a segurança dos doentes: uma análise baseada na evidência científica. Rev Port Saúde Pública, 2010; Vol Temat(10) :3-10. Disponível em: http://www.elsevier.es/sites/default/files/elsevier/pdf/323/323vVol%20Temat(10)n00a13189808pdf001.pdf

A questão dos erros tem sido investigada em vários sistemas de saúde, inclusive no Brasil. Em um estudo do tipo survey realizado por Miasso e colaboradores (2006) junto a profissionais de quatro hospitais brasileiros localizados nas regiões Centro-oeste, sudeste e nordeste, com o objetivo de identificar os tipos, causas, providências administrativas e sugestões percebidas por estes profissionais relativas aos erros de medicação, os autores encontraram os erros de prescrição e transcrição do receituário como os mais frequentemente relatados (em média 36,5%, segundo a opinião dos entrevistados). A maioria dos relatos cita problemas com a compreensão da letra dos prescritores, bem como inadequações e erros propriamente ditos nos medicamentos prescritos. Um aspecto preocupante diz respeito aos relatos de prescrições incorretas realizadas por estudantes de medicina (um fato que põe em cheque, não só a legalidade deste procedimento, bem como evidencia distorções no procedimento de acompanhamento da formação em serviço). Mas o estudo também demonstra que, pelo menos na percepção dos entrevistados, o problema atinge várias etapas do sistema de medicação e não se restringe apenas à problemas na prescrição. Foram encontrados erros de dispensação, de preparo e administração dos medicamentos, falhas nos fluxos de comunicação e erros devidos à (des)organização das unidades relacionadas à gestão dos serviços...A falta de atenção aparece como uma das principais causas dos erros que certamente comprometem a segurança do paciente.

Hoje, um programa jornalístico semanal (se é que se pode chamar assim) de grande audiência na TV brasileira mais uma vez apresenta uma reportagem sobre o assunto (de tempos em tempos a grande imprensa resolve dar atenção ao tema!). Tirando a dose de sensacionalismo que reportagens como esta imprimem e a tendência de atribuir a "culpa" para uma categoria profissional (a bola da vez é a enfermagem!), o problema existe e suspeitamos que seja bem mais sério do que se imagina, a despeito dos reais esforços de gestores públicos e privados no sentido de estabelecer procedimentos e padrões de prática que previnam e garantam a qualidade do cuidados e a segurança dos procedimentos.

Aliás a estratégia de tentar apontar culpados não resolve o problema. Quando olhamos para os setores das atividades humanas que adotaram uma perspectiva sistêmica do erro (como o setor energético termonuclear e a aviação civil) é possível aprender que quaisquer que sejam as ações para a prevenção dos erros de medicação, elas passam pelo estabelecimento de procedimentos simples, pela padronização de condutas, pela verificação constante de processos e também pela educação continuada. É preciso construir uma cultura de segurança, na qual todos estejam envolvidos e sintam-se co-responsáveis. Este é o caminho, tudo o mais serve apenas para apontar um "bode expiatório" e atender a sanha sensacionalista da mídia brasileira em gerar notícias com o intuito de ganhar a audiência da opinião pública.